Sobre Mim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BEM VINDOS

Olá a todos!
                                                                                 

O que é do Arco-da-Velha?

Do arco-da-velha é uma expressão popular da língua portuguesa que significa "fantástico", "incrível", "espantoso". Muitas vezes a expressão completa é: "são coisas do arco-da-velha". Esta expressão também pode servir para qualificar uma história ou alguma coisa que é absurda ou inverosímil.
As pessoas antigas, quando começam a falar dos seus tempos de infância, contam muitas histórias do arco-da-velha.
É sabido que por volta do século XIX, a expressão "arco-da-velha" servia para descrever o arco-íris, algo que já não é tão comum nos dias de hoje. Uma das explicações por trás dessa expressão é que essa denominação foi criada graças à história bíblica de Noé, quando depois do dilúvio, Deus criou o arco-íris para demonstrar a sua aliança com o ser humano, e que não voltaria a enviar outro dilúvio dessa magnitude. Assim, na expressão "do arco-da-velha", o termo "velha" representa a velha aliança que Deus formou com o Homem. Por esse motivo o arco-íris também é conhecido como arco-da-aliança.
Uma explicação alternativa para a origem desta expressão é que originalmente, ela seria "arca da velha" e não "arco-da-velha". Isto porque senhoras de certa idade tinham o hábito de guardar coisas incríveis e espantosas nas suas arcas.
“Do arco-da-velha”, é uma expressão popular. O arco-da-velha (uma feiticeira) é o arco-íris. A crença popular supõe que ele bebe água num lugar para despejá-la noutro. Dizer «isto é do arco-da-velha» ou «são coisas do arco-da-velha» é o mesmo que dizer que são coisas incríveis, invulgares, mirabolantes. É uma expressão que tem origem no Antigo Testamento, segundo alguns investigadores.


Ele há coisas do "Arco da Velha"!

Aqui há uns tempos, os tipos do governo, fossem onde fossem, tinham à espera uma equipa bem treinada em apupos e tropelias de vária ordem. Não carece de demonstração que a coisa era objecto de planeamento centralizado pela magna organização da CGTP/PC. Muito bem. Que se passava depois de cada mine escaramuça provocada pelos especialistas convocados para o efeito? Passava-se uma barulheira dos diabos nos jornais, com montes de notícias, quilos de articulistas convidados, fotografias “à la manière”, etc. e tal. As televisões punham no ar, vezes sem conta, as imagens das “manifestações populares” contra a presença dos tipos do governo fosse onde fosse.


Coisas do Arco da Velha!

Mais privados na mama do estado.
Depois de o Governo aprovar o novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, com a intenção de consagrar "a liberdade de escolha" das famílias, os colégios privados passam finalmente a poder agarrar-se à mama do Estado – como é característico de toda a mal chamada iniciativa privada portuguesa, aterrada com a ideia de viver fora dos financiamentos e pagamentos do Estado (o mesmo se passa com a dita saúde privada).
Poderia acontecer que algum órgão institucional viesse a chumbar esta ideia. Mas repare-se na força do argumento: garantir maior liberdade de escolha.
Claro que poderíamos considerar que a liberdade de escolha deveria partir de uma Escola pública de grande qualidade e assegurada pelo Estado a todos os que dela precisassem, e de uma escola privada independente, a concorrer da melhor maneira, para quem a pudesse pagar.

Em Março do um ano qualquer, o PP ganhou as eleições na Galiza, que era governada por uma coligação entre socialistas e o Bloco Nacionalista Galego desde 2005. A vitória dos populares foi fácil porque o terreno era demasiado fértil. Vejamos como.

A partir de 2007, a situação económica de Espanha começou a derrapar. O crescimento dos últimos quinze anos deu sinais de estagnação e o desemprego aumentou a olhos vistos. O sector da construção estalou e houve milhares de operários que ficaram sem trabalho. A Galiza foi uma das comunidades onde mais se sentiram os efeitos deste abrandamento. O número de desempregados alcançou o resultado histórico de 200 mil pessoas, algo que só acontecera em 1997.

Ainda a campanha eleitoral não tinha começado e já os jornais exploravam o que todos os cidadãos queriam saber e ler. O efeito de contágio passou rapidamente da imprensa escrita para as televisões e para as conversas de café. Descobriu-se que o presidente da Galiza Emílio Perez Touriño, eleito pelo PSOE quatro anos antes, tinha feito obras de 2,2 milhões de euros no seu gabinete, que o decorara com móveis no valor de 200 mil euros e que mandara comprar um Audi blindado que custara ao erário público cerca de 480 mil euros. Um carro que era mais caro que o do Presidente dos EUA, diziam os títulos. O povo, que passava dificuldades, não gostou de saber que quem o governava fazia gastos destes e votou em quem prometeu vender o carro e as luxuosas mobílias. Alberto Núñez Feijóo, do PP, é hoje o presidente da Galiza. Ganhou com maioria absoluta e rapidamente se desenvencilhou do automóvel, dos armários, das prateleiras e das cadeiras do seu antecessor.

O vox populi em Portugal, Espanha, Irlanda ou Grécia é que não é justo pedir mais sacrifícios aos mesmos de sempre quando os políticos não sabem dar o exemplo. Zapatero, quando anunciou as medidas de austeridade no Congresso, pediu aos espanhóis um "esforço nacional e colectivo". Nessa altura, Sócrates pediu aos portugueses "um esforço e um pequeno contributo". Ficou registado.


Amigos? Longe! Inimigos? O mais perto possível!

Carlos Queiroz, vulgo O Professor, sugeriu há uns tempos já idos, que a selecção nacional "podia funcionar como um estímulo e um capital importante de auto-estima para os portugueses". É um pensamento monumental, aliás à medida do autor. Inúmeros estudos provam que o desempenho desportivo de uma nação reflecte-se no comportamento dos respectivos cidadãos e, consequentemente, nos indicadores colectivos de progresso. E se os estudos não bastassem, a realidade é avassaladora.

O Luxemburgo, por exemplo, é um território deprimido e indigente porque nunca se habituou a celebrar vitórias em competições internacionais, incluindo na bisca lambida. Já os habitantes do Quénia e da Jamaica, estimulados pelos campeões do atletismo, acumularam o capital de auto-estima necessário para transformar esses países nos portentos de prosperidade que, hoje, inegavelmente são.

Portugal é um caso intermédio. De vez em quando, há uma competição internacional, por regra de futebol, que corre razoavelmente. É nesses momentos que o optimismo do povo se alarga, por processos que apenas os místicos conhecem, à economia. Infelizmente, tais momentos não abundam, e há meia dúzia de anos que não existem de todo. Donde a penúria em curso, económica porque anímica e anímica porque desportiva.

É verdade que alguns clubes conseguiem empolgar poucos milhões dos nossos compatriotas, entretanto estimuladíssimos em benefício da pátria. Mas é preciso ter em conta qu esses milhões que o mesmo campeonato acabrunhou e que, pelo menos durante umas semanas, querem que a pátria se lixe. É por causa disso que os torneios internos não ajudam à confiança de que os portugueses carecem.

O Mundial da África do Sul, porém, constituiu uma extraordinária oportunidade para inverter o desesperado estado das coisas. Se a selecção se tivesse portar bem, cada drible de Cristiano Ronaldo teria efeitos imediatos nos números do desemprego. Cada golo ao Brasil contribuirá para a redução do défice. Cada vitória empurrará multidões para as ruas, a transbordar de auto-estima e Super Bock. Mal contemplem esses milhares de criaturas aos gritos de "Somos os maiores!", "Já ganhamos!" e "Até os comemos!", as agências de rating não terão outro remédio senão reconhecer que, de facto, somos, ganhamos e comemos.

Mas portou-se mal!...


... ou que se cale para sempre

Não sei o que alegrou mais os defensores do casamento homossexual, se a promulgação do dito ou se o ar contrariado com que o Presidente da República o fez.

Obrigado a tomar posição sobre uma lei que o horroriza, o presidente tentou, como de costume, a via "utilitária" e mostrou, como de costume, a veia desajeitada. Impedir o casamento não era hipótese, visto que o parlamento repetiria os votos e, no processo, submeteria o prof. Cavaco a uma humilhação escusada. Aprovar o casamento com discrição e sem palpites não satisfaria a sua consciência nem, principalmente, a sua base eleitoral, teoricamente avessa a modernices.

A alternativa foi aquele tom compungido, à mistura com o interessante argumento de que não se pode desviar a atenção da crise (em tempos prósperos, o prof. Cavaco não permitiria que os gays fossem, para recorrer ao jargão em voga, felizes). Tipicamente comprometido, o prof. Cavaco voltou a meter o bolo-rei à boca e a não o engolir, um espectáculo que, ao contrário do pretendido, desanima os potenciais apoiantes e convida os restantes à galhofa.

É verdade que, à semelhança do que aconteceu com o divórcio e o aborto e do que acontecerá com a adopção e a eutanásia, fingiu-se por aí celebrar o dia em que Portugal se tornou mais decente, mais civilizado, mais digno e mais o que quiserem. Mas a esquerda das "causas" sabe que o casamento homossexual excitará meia dúzia de casais à procura de notoriedade e os media à procura da novidade. Terminada esta, o fenómeno será provavelmente residual e certamente obscuro. Já as hesitantes estratégias pessoais do prof. Cavaco suscitam um gozo na esquerda que promete durar anos e legitimar vistosas, ainda que um nadinha perversas, celebrações.

 

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