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BEM VINDOS                                                       Quarta-feira, 06 de Abril de 2016

Olá a todos!


Memória e Memórias


Pergunto-me muitas vezes, quem sou e o que faço aqui. As respostas não são fáceis!
Mas quem sou eu afinal? Muito resumidamente, sou um corpo com alma. Espírito e matéria. Penso, logo existo.
O corpo, ou matéria de mim, gosta de comer e cozinhar.
A minha mente ou alma, gosta de poesia, ler e escrever.
Sou capaz de rir e chorar como qualquer ser humano. Tenho uma tendência para o humor. Penso que me está nos genes. O meu pai era assim, os meus irmãos são assim, eu tenho de ser assim!
Tenho um bocado de peso a mais. Conto com o Zullu, o nosso cãozinho “Shar-pei”, para me ajudar no exercício físico.
Vivo um dia de cada vez, mas de vez em quando penso no amanhã. Por mais que não queira pensar no assunto, o tempo não espera por ninguém e o futuro está já ali e chega sempre. É inevitável não nos lembrarmos.
Amo a vida como ela é e dou graças por estar vivo.
Acredito na força da mente. Sem força mental, força de vontade, esperança ou fé, como lhe queiram chamar, não há realizações ou objetivos que se queiram atingir. Se não houver força ou vontade própria, há Deus, santos e santas que ajudam os mais fracos e ir buscar forças onde já não existam.
Mas vamos ao tema:
O que é memória?
A memória é a capacidade de registar, armazenar e manipular informações provenientes de interacções entre o cérebro e o corpo ou todo o organismo e o mundo externo. É a base dos nossos sentimentos ou de qualquer atitude quotidiana, variando conforme os diferentes períodos da vida (gestação, infância, adolescência, senescência).
A memória focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomarem decisões diárias.
Está intimamente relacionada com a aprendizagem, uma vez que a aprendizagem é a aquisição de conhecimentos e a memória é o resgate desses conhecimentos após certo tempo. Endel Tulving, um dos líderes da pesquisa sobre memória, definiu-a (memória) como “uma viagem mental no tempo”, ou seja, lembrar o que aconteceu no passado é o mesmo que reviver o passado no presente.
Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao quotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.
Não há uma estrutura única e isolada do cérebro que determine a memória, pois ela é o resultado de um agrupamento de sistemas cerebrais trabalhando em conjunto.
A memória é uma realidade que temos na nossa alma. Guardamos lá mil e uma coisas, algumas bem incríveis! São momentos. Uns são alegres, outros tristes e constrangedores. É tudo muito pessoal, seletivo e profundo no fundo da nossa memória. Um templo de sentimentos, por vezes contraditórios e sem sentido.
Arquivos e registos de uma vida de pequenas e grandes histórias bem guardadas à espera que essa memória não se queime com o vírus do Alzheimer por exemplo. Por isso exercite a memória. É um dos remédios para combater aquela doença que vai apagando todos os ficheiros do nosso passado.
Lembrar esse passado é construir e compreender o futuro.
Com a globalização perdeu-se muito sentir. Temos de relembrar as histórias antigas para podermos entender para onde vamos!
Temos de ir com a caneta em riste, espalhar a tinta nas páginas da nossa vida que ainda estão em branco. A dança das letras é bonita no palco da escrita. Palavras, frases e texto deslizando suavemente ou de uma forma mais brutal e arrebatada.
Onde vive a memória?
Boa pergunta!
Onde será?
Na cabeça? No espírito ou na alma? No consciente ou no subconsciente? Ou no cérebro?
"Sua alma é o lugar onde vive a sua memória. Donohue."
Na caixinha de minha memória, vou procurar coisas para colocar aqui. O tempo voltou e desliza nesta página sorrateiramente. É o que li, ouvi e vivi. Coisas que leio, ouço e vivo. O passado e o presente estão entrelaçados num único abraço. A minha observação é uma lente sensível. Só ou acompanhado, vou registando todos os momentos com os sentidos bem alerta. Os sabores e saberes mais apurados que vivi são revisitados e lembrados com a mesma intensidade de outros tempos. O mar, o céu e o horizonte são muitas vezes os meus companheiros nas horas de reflexão. Os sentimentos mais contraditórios deslizam ao sabor do pensamento: Alegrias, tristezas, paz e solidão, Deus e a falta de crença, o amor e o ódio, a família, os amigos e o bem-estar, a saúde e a falta dela, o calor e o cacimbo em África, o vento fustigando as árvores e a chuva batendo na janela.
Dou comigo muitas vezes a procurar na memória os anos idos e vividos em Angola. Raramente consigo encontrar os momentos menos bons. Apenas as doces e saudosas lembranças. O grupo espetacular de amigos com o Zé Dinis como principal figura. Mas também as raparigas que namorisquei. Aqueles tempos de jovem adolescente. Devoro tudo que é notícia daquela terra e vida distante. Faço como a fotografia. Tento perpetuar tudo no tempo. Quantas emoções e sensações ao lembrar estes momentos!
O fundir de todas estas palavras, deu uma pequena história!
Abraços
Matos


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