A   INFORMÁTICA   E  EU


PRIMEIROS COMPUTADORES

Nasci em Portugal há uns anos largos a esta parte num concelho do interior minhoto. A partir de 1977 passei a viver num outro concelho do baixo Minho. Poucos anos a seguir a esta data, entrei numa grande empresa desta zona. Primeiro para o sector de produção e algum tempo depois para a área administrativa e Financeira. Foi aqui que tive os primeiros contactos com a microinformática.
Já tinha trabalhado com outros computadores. Não eram microcomputadores. Foi há muitos, muitos anos a esta parte em África, para onde fui muito jovem com meus pais e muitos irmãos. Passei muitos anos da minha vida naquele continente africano.
Em horário pós-laboral, fui estudando numa escola de contabilidade e gestão. A vontade de saber mais, direcionou-se para esta área.
A certa altura e pouco depois de ter passado a barreira dos vinte, candidatei-me aos serviços administrativos duma empresa de tabacos numa daquelas cidades africanas. Depois de superar uma prova escrita seguida duma entrevista, fui admitido.
Os computadores da época, se assim se pudessem chamar, eram máquinas mecânicas muito grandes, cerca de um metro de largura. Tinha várias partes que encaixavam na principal, conforme o tipo de lançamentos: Diário, Razão, Contas Correntes, … Era grande e barulhenta. A seguir apareceram os computadores Olivetti. Em vez de um disco de memória, tinha uma disquete. Via-se perfeitamente a fita a mexer, aquando da busca da respetiva informação! Já acumulava uma quantidade razoável de informações. Os Micros iria conhecê-los mais tarde.
Mas voltando à empresa no norte de Portugal. Como ia dizendo, contactei com os primeiros microcomputadores da Amstrad. Os monitores tinham letras verdes e cansavam bastante a vista. O sistema operativo era o MS-Dos. Tinha de se trabalhar através de comandos. Por vezes era preciso uma disquete de arranque do sistema operativo. As disquetes eram fininhas e maleáveis. O Windows e o rato apareceriam uns tempos depois.
Não sei explicar o porquê, mas comecei a interessar-me pela evolução dos computadores.


EVOLUÇÃO DOS COMPUTADORES


Esses momentos marcaram a minha vida face à informática. E não sabia! Era trabalho. E trabalho é trabalho! Só mais tarde me dei conta que gostava realmente da informática. Dentro do possível, fui acompanhando a evolução destas tecnologias.
Muito mais tarde e já em Portugal, reformei-me. Uns tempos depois, inscrevi-me num curso de informática. E porquê informática? Porque sempre gostei e queria saber mais.
Já conhecia os computadores devido aos trabalhos nas empresas por onde passei.
Estar quase ou completamente inativo, é complicado. Por isso inscrevi-me naquele curso. Em boa hora o fiz, porque pude continuar a conviver com os computadores. Estes passaram a ser os meus companheiros inseparáveis. Reforcei alguns dos conhecimentos que já tinha, e aprendi coisas novas que desconhecia por completo até aí.
Aquele curso abriu-me outras portas para novas experiências. O Web Design encheu-me as medidas. Grande parte dos meus pensamentos direcionaram-se para a resolução de desafios no HTML, no CSS, no PHP, na construção de imagens, na melhor maneira de graficamente apresentar uma página web, e tantos e tantos outros assuntos à volta deste tema.
Nunca pensei que aquela caixinha mágica que nos permite olhar o mundo através do monitor, ocupasse tantas horas dos meus dias!
Muitos e imensos prazeres ao conseguir resolver muitos dos desafios que me propus realizar. Também algumas frustrações por em alguns casos não o conseguir fazer.
A aprendizagem é constante. Aparecem sempre coisas novas que nos espicaçam a curiosidade para tentar fazer.
Não atingi nem nunca atingirei a perfeição, mas já me orgulho do muito que faço e consegui. Atingi alguns níveis que alguns tempos atrás seria impensável e nem sequer me passaria pela cabaça conseguir.
E foi assim.