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BEM VINDOS

Olá a todos!

Sou António Fernando Matos. Nasci na Póvoa de Lanhoso há uns anos largos a esta parte. Vivo em Guimarães, norte de Portugal desde 1977. Poucos anos a seguir a este, entrei na Coelima. Primeiro para o sector de produção e algum tempo depois para a área administrativa, Financeira. Foi aqui que tive os primeiros contactos com a microinformática.
Já tinha trabalhado com outros computadores. Não eram microcomputadores. Foi há muitos, muitos anos a esta parte em Angola, para onde fui muito jovem com meus pais e muitos irmãos. Passei muitos anos da minha vida naquele território africano.
Em horário pós-laboral, fui estudando na Escola Comercial Vicente Ferreira da cidade de Luanda. A vontade de saber mais, direccionou-se para a área da contabilidade.
A certa altura e pouco depois de ter passado a barreira dos vinte anos, candidatei-me aos serviços administrativos duma empresa de tabacos daquela cidade. Depois de superar uma prova escrita seguida duma entrevista, fui admitido.
Os computadores da época, se assim se pudessem chamar, eram máquinas mecânicas muito grandes, cerca de um metro de largura. Tinha várias partes que encaixavam na principal, conforme o tipo de lançamentos: Diário, Razão, Contas Correntes, … Era grande e barulhenta. A seguir apareceram os Olivetti. Em vez de um disco de memória, tinha uma disquete. Via-se perfeitamente a fita a mexer, quando da busca da respectiva informação! Já acumulava uma quantidade razoável de informações. Os Micros iria conhecê-los mais tarde.
Mas voltando à Coelima. Como ia dizendo, contactei com os primeiros microcomputadores da Amstrad. Os monitores tinham letras verdes e cansavam bastante a vista. O sistema operativo era o MS Dos. Tinha de se trabalhar através de comandos. Por vezes era preciso uma de disquete de arranque do sistema operativo. As disquetes eram fininhas e maleáveis. O Windows e o rato apareceriam uns tempos depois.
Não sei explicar o porquê, mas comecei a interessar-me pela evolução dos computadores.
Esses momentos marcaram a minha vida face à informática. E não sabia! Era trabalho. E trabalho é trabalho! Só mais tarde me dei conta que gostava realmente da informática.
Dentro do possível, fui acompanhando a evolução destas tecnologias.
Muito mais tarde e já em Portugal, reformei-me. Uns tempos depois, inscrevi-me num curso de informática. E porquê informática? Porque sempre gostei e queria saber mais.
Já conhecia os computadores devido aos trabalhos nas empresas por onde passei.
Estar reformado e completamente inactivo, é complicado. Por isso inscrevi-me naquele curso. Em boa hora o fiz, porque pude continuar a conviver com os computadores. Estes passaram a ser os meus companheiros inseparáveis. Reforcei alguns dos conhecimentos que já tinha, e aprendi coisas novas que desconhecia por completo até aí.
Aquele curso abriu-me outras portas para novas experiências. O Web Design encheu-me as medidas. Grande parte dos meus pensamentos direccionaram-se para a resolução de desafios no HTML, no CSS, no PHP, na construção de imagens, na melhor maneira de graficamente apresentar uma página web, e tantos e tantos outros assuntos à volta deste tema.
Nunca pensei que aquela caixinha mágica que nos permite olhar o mundo através do monitor, ocupasse tantas horas dos meus dias!
Muitos e imensos prazeres ao conseguir resolver muitos dos desafios que me propus realizar. Também algumas frustrações por em alguns casos não o conseguir fazer.
A aprendizagem é constante. Aparecem sempre coisas novas que nos espicaçam a curiosidade para tentar fazer.
Não atingi nem nunca atingirei a perfeição, mas já me orgulho do muito que faço e consegui. Atingi alguns níveis que alguns tempos atrás seria impensável e nem sequer me passaria pela cabaça conseguir.
E foi assim.

 





Amstrad CPC 464

Amstrad CPC 664

Amstrad PC 1512

Amstrad PPC 512




Pentium 386

Pentium 486