ARTIGOS DE OPINIÃO                                                                 (CRITICA E OPINIÃO)
   






DEFINIÇÃO
por Mattusstyle, em 07.04.21

São textos de dissertação que expõe argumentos sobre um tema abordado. O escritor, jornalista ou não, tenta dar o seu ponto de vista sobre o assunto. Deve estar bem informado, para poder sustentá-lo de uma forma coerente.
O autor é o responsável pelas ideias defendidas no artigo de opinião. Por isso, deve preocupar-se com a veracidade do que escreve, assinando no final.
Em jornais generalistas, desportivos e revistas, é muito comum encontrar artigos de opinião. Conforme os gostos de cada um, devem procurar neste tipo de periódicos aquilo que mais lhes interessar. Devem ser textos pequenos para a leitura ser breve, simples e intelectualmente acessível, pois a intenção é atingir todo o tipo de leitores.
Este género textual tem uma caraterística muito peculiar que consiste na persuasão e tentativa do autor do artigo de convencer o leitor final, a aceitar a opinião apresentada como a melhor, única e verdadeira. Por esta razão, o escritor envereda normalmente pela emoção, ironia, acusações, sátira e outras, apresentando algumas fontes de informação mais precisas, na intensão de sustentar o melhor possível a sua tese.
Para obter os efeitos pretendidos, a linguagem deve ser simples e objetiva e frequentemente com exclamações, interrogações, convidando à reflexão favorável àquilo que se está a ler.
Quase sempre nestes textos, aparecem aspetos de persuasão gramaticalmente no imperativo. (Esteja atento, ajude, veja, exija, etc.).
Geralmente são escritos na primeira pessoa e por conseguinte muito, mesmo muito subjetivos. Por vezes aparece um ou outro na terceira pessoa.
Resumindo e concluindo:
O artigo de opinião é um texto jornalístico que expressa o sentir ou pensar de uma pessoa sobre um assunto que desperta o interesse da opinião pública. Geralmente, quem escrever o artigo de opinião é um indivíduo notável, seja nas artes, na política ou de outras áreas, que escreve regularmente nos meios de comunicação em questão, ou se assim não for, a intervalos regulares e espaçados de acordo com as exigências do meio. O objetivo deste artigo é, geralmente, para influenciar o ponto de vista de quem vai ler.
Entre as suas características estilísticas destaca-se a linguagem amena em que na sua maioria estão escritos estes tipos de artigos, com uma clara missão de captar a atenção do público leitor desta maneira.

Postado às 17:33





DESLIGUEM OS TELEMÓVEIS
por Mattusstyle, em 07.04.21

As redes sociais são meios de comunicação de massas, com a finalidade das pessoas se ligarem ao mundo umas com as outras.
Cada vez mais, a maioria das pessoas, convivem menos presencialmente, fechando-se nas suas carapaças em frente aos computadores, tabletes e telemóveis. Não acham estranho? Claro que é estranho! Uma grande parte, quer apenas comunicar com muita gente, interagindo pessoalmente o menos possível.
A interação com os amigos, conhecidos ou familiares, é mesmo muito pouca!
Um dia qualquer deste verão de 2014.
Estou numa esplanada com cinco amigos e familiares. A semana chegava ao fim. Sentamo-nos animados, pois já se sentia o cheirinho a fim-de-semana. Três deles seguram os telemóveis enviando e recebendo mensagens. Um outro consulta sites num tablete, enquanto eu converso com o restante, a tentar decidir se vamos beber finos, panachés ou sumos.
Decidimos, enquanto os outros concordavam com leves e quase impercetíveis movimentos de cabeça. A empregada vai buscar as bebidas e os que têm aparelhos à sua frente, trocam opiniões sobre o conteúdo das máquinas. Dou uma piada e eles riem sem retirar os olhos nem interromper por um segundo que seja o que estão a fazer.
Olho a esplanada que está cheia. Também não é assim tão grande como isso! O único que estava livre com o qual mantinha uma conversa de circunstância, trivialidades apenas, recebe uma chamada e eu fico ali a olhar para o nada, apetecendo-me pegar no meu telemóvel, mas não o tenho comigo. Melhor assim.
A empregada trás finalmente as bebidas e põe os copos à nossa frente. Assisto cada um a sair das suas carapaças tecnológicas. Brindamos, damos uma golada nos respetivos líquidos e trocamos algumas palavras. Por momentos os aparelhos descansam sossegados e silenciosos em cima da mesa!
Agora todos, copos nas mãos, celebramos o momento. Tim tim, saúde, saúde, blá-blá-blá.
Bebo o primeiro golo e reparo que três deles voltam aos seus aparelhos. Meio silêncio toma conta da mesa.
Faltam temas de conversa ao vivo, enquanto pela entrega não deve faltar online.
Como não tenho telemóvel, não tenho assunto para lançar à discussão, e fico ali sem jeito.
Depois de três copos bebidos, ganho coragem para lançar cinco piadinhas e bocas maldosas e um pouco duras sobre o uso daqueles aparelhos de comunicação, conseguindo verbalizar e beber juntos sem aquelas minúsculas máquinas a chatear.
Agora sim, convivemos, falamos, conversamos, olhamos uns para os outros. Estamos perdoados.
Compreendo, a vida real é dura e precisamos de nos alienar. Agora bem mais calmo, tento entender o facto de um ou outro fugirem de vez em quando à conversa para se refugiarem nos telemóveis. É a vida!
As cidades deste planeta são assim. Quem nunca passou por isto, não vive neste planeta. Pelo menos em quem tem internet. É cada vez mais recorrente que muitas pessoas ficam ligados à corrente, quer dizer, à Internet e alheias ao que acontece à sua volta.
Estou a escrever isto mas não sou diferente. Também passo o dia ligado ao computador. Mas acho que as pessoas precisam de se voltar a encontrar, falar, olhar-se nos olhos. Mas a realidade é terrível e tudo que possamos dizer cai mais tarde ou mais cedo por terra.
Chegou a hora. Cada um volta às suas casas ou aos seus assuntos, aqui ou acolá.
Estou no computador, não tenho os fones nos ouvidos, mas tenho as colunas a tocar bem alto. Nem sequer tenho o telemóvel perto de mim, mas estou atento a qualquer chamada ou mensagem. Quase cortei relações com o Facebook, mas passo grande parte do meu tempo a tentar inventar novas páginas para o meu site.
De-quando-em-vez, desligo tudo estendo-me na cama a olhar para o teto, tentando organizar as ideias na minha cabeça.
Para muitos faz sentido esta convivência com os seus amigos mais próximos, os telemóveis. Planeiam tudo à distância.
Lembrei-me de mim que resolvo muitos dos meus assuntos através do computador e encontrei alguma compreensão para aqueles que passam a vida conectados.
Apetece-me pedir às pessoas que convivem comigo para desligarem os telemóveis, mas não tenho esse direito. Cada um é como é.

Postado às 17:33





POLICIAS E POLICIAS
por Mattusstyle, em 07.04.21

Setembro 7 de 2014
Um grupo de pessoas conversavam numa pequena festa de aniversário. Às páginas tantas, a conversa descambou ligeiramente. E descambou porquê? Porque alguém se lembrou de dizer que um determinado polícia foi prepotente e inconveniente, só porque foi contestado nas suas atitudes. A reação de um elemento desse grupo não se fez esperar. Era polícia!
Alguém contava o mau comportamento de um determinado polícia, e ele tomou as dores de toda a classe. Achou que foi reação a outro mau comportamento, e aí se iniciou uma discussão. Se falas mal de polícia a outro polícia, tens a corporação toda às costas. Isto faz-me lembrar aquela situação em que um utente de um determinado hospital se queixou de um médico por conduta inadequada à sua profissão, caindo-lhe em cima toda a ordem.
Esta situação transporta-me a outros casos passados nas finanças: Há muito tempo, talvez no tempo da outra senhora, como se diz muitas vezes, mais do que uma vez em repartições de finanças deste país, assisti à prepotência e má formação ou falta dela a atitudes de arrogância para com alguns contribuintes. Para aqueles funcionários, todos os contribuintes sem exceção, são incumpridores, caloteiros e vigaristas, e falavam do cimo da burra para as pessoas que apenas precisavam dos seus serviços. Afinal estavam a ser pagos para prestar esse mesmo serviço!
Os tempos mudaram e as pessoas já conhecem os seus direitos, e por conseguinte caíram da burra abaixo. Mesmo assim, há alguns que ainda não perderam completamente os vícios, restando nalguns casos alguns resquícios daqueles tempos.
Estava a falar de polícias não estava? Desculpem. Ora bem, naqueles tempos a maioria dos recrutamentos eram feitos atrás das pedras a indivíduos incultos que viviam em aldeias do interior sem formação académica. Até se dizia que só ia para a polícia quem não sabia fazer mais nada! Hoje já não é assim. Hoje a sua maioria já tem cursos secundários e universitários e muitos andam lá, uns por vocação e outros porque não arranjaram colocação nas suas áreas. Por isso mesmo já não são desculpáveis certas atitudes.
Há uns tempos, à saída da autoestrada, alguém foi apanhado sem o documento da inspeção. Na realidade não estava feita. Esquecimento. O polícia até foi simpático e disse para esse alguém num prazo de vinte e quatro horas apresentar os documentos numa esquadra, pagando a respetiva multa. Assim fez.
Dirigiu-se a um dos balcões e começou a expor a situação. Do nada, foi abordado por um fulano que o bombardeou com perguntas duma forma agressiva e autoritária, gerando-se uma troca de palavras um tanto tempestuosa, devido a mal entendidos e à sua agressividade.
Só quando terminou a discussão é que ele soube que era um polícia à paisana. Não havia necessidade daquela demonstração da sua autoridade, pois agressividade gera agressividade. E também como não tinha farda devia ter-se identificado, pois acho que a placa de identificação é obrigatória. Houve descontrole de parte a parte e dentro desse descontrole, disse-lhe para ter mais respeito pelas pessoas, pois eram elas que através dos seus impostos lhe pagavam o ordenado. Não devia ter dito aquilo, mas disse. Aí é que o caldo se entornou. A agressividade dele aumentou e ameaçou prende-lo. Já mais calmo, respondeu para estar à vontade se achava que tinha razões para isso. Não passou a vias de facto e a situação ficou por aí. Mas esta cena devia ter sido gravada em vídeo.
Este caso só visto, porque contado ninguém acredita. Foi isto que aconteceu, o polícia no referido convívio de aniversário não acreditou. Argumento para cá e argumento para lá, nasceu nova discussão.
No auge dessa discussão, acabou por referir que os utentes da via pública são todos maus condutores, incumpridores das regras de trânsito e merecem tudo de mal que a polícia lhes possa fazer.
Toda a gente acha que a caça à multa é uma prática generalizada e muitas vezes é pura perseguição à mesma. Diz-se e muito bem que em termos de saúde, mais vale a prevenção que a cura. Ora no tocante à polícia devia ser o mesmo. Em vez de circularem mostrando-se para os condutores e não só, terem algum respeito, escondem-se em sítios estratégicos para apanharem as vítimas em flagrante multando-os. Esta situação é recorrente e revolta as pessoas. Por isso não se admirem da animosidade demonstrada a esses agentes da autoridade.
Podia e devia ser diferente.
Nesse convívio, esse agente contou uma cena: (Citação) Aqui há uns tempos, multei um fulano porque não trazia cinto. Pediu-me para não aplicar a multa e veio com uma conversa a fazer de mim parvo. Não cedi. Quando ia embora, percebi perfeitamente que me chamou filho da pu… Chamei-o novamente e aplique-lhe multa por falta de triângulo, falta de isto e falta daquilo. Ele tinha essas coisas mas se fosse a tribunal era a minha palavra contra a dele. Vinguei-me. (Fim de Citação).
Aqui está um polícia vingativo. Como toda a gente sabe, os polícias andam armados. Por acaso esta vingança foi com multa por infrações que não eram. Imaginem que um ou outro agente sedento de vingança puxa de pistola e por dá cá um palavrão qualquer dá um tiro num desgraçado. Isto é muito perigoso! É este poder usado de uma forma manhosa, que deixa o cidadão comum desprotegido perante a justiça. Por falar em justiça, não é justo!
Claro que não morreu ninguém, mas faz-nos pensar na forma como agem muitos agentes e da forma prepotente como exercem a sua autoridade. Que segurança nos dão estes agentes? Em que tempos e país estamos para se achar que isto é normal!

Postado às 17:33





POLITIQUEIROS E POLITIQUICES
por Mattusstyle, em 07.04.21

Desde os primórdios da humanidade que existe a política. A prostituição é a profissão mais antiga do mundo. Sempre andaram de mãos dadas uma com a outra. Moral e socialmente, a política tem o mesmo entendimento da prostituição. Pelo menos é a conotação dada pela maioria das pessoas fartas dos politiqueiros e das suas politiquices.
É por estas e por outras que praticamente já não exerço o meu direito de cidadania, no tocante a atos políticos, como por exemple eleições. Tenho de agradecer este comportamento ao trabalho de descrédito efetuado pelos nossos “maravilhosos” políticos.
Todos sabemos que as prostitutas, prostitutos e toda a classe desta profissão, vendem o corpo por um determinado valor. Ora os políticos vendem a alma ao diabo, vendem a ética e a honra e fazem permuta de favores. Se isto não é prostituir-se é o quê? O propósito é o mesmo: O dinheiro.
Os políticos quando são eleitos dizem estar imbuídos dum espirito de missão, que é servir o povo que os elegeu e a real missão é a governação de um país. O que parece, é que eles candidatam-se não para governar mas para se governarem. E eu acho que não parece, que é mesmo.
Hoje em dia, o político procura um poleiro o mais alto quanto possível para olhar de cima para baixo para o povo que pisa. Lá do alto do seu pedestal deve dizer como o filósofo: Eu já cheguei ao topo. Vocês olham para cima porque querem subir. Por vezes a arrogância é tal que acham-se donos deste pedaço de terra a que chamam Portugal. Cometem as maiores tropelias. Não fazem nada e acham-se os mais trabalhadores que tudo fazem em prol do seu país, mas é em prol dos seus pares. E começam cedo a governar-se. Compreende-se, a legislatura é curta!
Recuando um pouco no tempo, chegamos à época em que o Dr. Mário Soares era primeiro-ministro. Ora nessa altura os deputados aprovaram uma lei que atribuía a reforma por inteiro e não sei mais quê a todos o políticos ao fim de três legislaturas. Foi dito nesse tempo, que era para dignificar a profissão. Não sabia que a dignidade tinha de ser paga! Ora eles trocaram a dignidade por benefícios profissionais. Esta lei foi entretanto abolida, mas os atuais políticos querem ressuscita-la. Isto é uma total falta de ética e de pudor dos nossos politiqueiros.
Ninguém acredita no que eles dizem e prometem. É como no futebol. O que hoje é verdade, amanhã é mentira. Não há confiança nem esperança na nossa classe política. Quando se fala destes senhores, são enumerados vários adjetivos para os qualificar: Ladrões, mentirosos e outros ainda piores que atingem a sua mãe, embora por vezes esta não tenha culpa do filho andar naquela vida.
Quando ao votar, o povo pensa que está a fazer uma livre escolha. Não está. Não está porque lhes é imposta uma lista que não escolheu de fulanos que não lhe dizem nada. Dizem apenas à quadrilha a que todos pertencem.
Não se cansam de vomitar palavras incentivando o Zé Povo a votar dizendo ser um direito e dever cívicos. Na verdade querem legitimar os seus atos e mandatos. Corra bem ou corra mal, o mérito ou culpa é sempre de zé povo. Quase sempre corre mal. Não te queixes, não os pusesses lá.
Alguém também dizia: Ó p*tas vão para o governo. Os vossos filhos já lá estão.
Os políticos é que ditam as regras, e estas são sempre a seu favor. O povo vê os comboios passar, que é como quem diz, nada pode fazer.
A mudança nunca virá pela mão dos políticos, pois estes estão bem. O que está bem não se muda. Quem está mal é que tem de andar da perna. O povo deve ter o olhinho muito inflamado, pois está farto de se por na posição em que a Alemanha perdeu a guerra. Acho que já chega. É preciso mudar as coisas. Vamos correr com aqueles que nos andam a comer a fruta toda.
Também se diz que o povo tem o governo que merece e o governo tem o povo que merece. Será?
Tretas meus senhores, são tretas!...

Postado às 17:33





FUTURO ADIADO
por Mattusstyle, em 07.04.21

Durante muitos anos que até pareciam demasiado preenchidos, a maioria dos trabalhadores por conta de outrem, constataram a melhoria da sua vida, fazendo-os acreditar em melhores condições e um futuro risonho para os seus filhos.
Acreditaram numa escola que os substituiria na educação dos filhos, pensando que essa escola tinha todos os ensinamentos para as diversas dificuldades e que a necessidade de precaver o futuro estaria assegurada.
Pensavam que o Serviço Nacional de Saúde lhes prestaria os cuidados que precisassem de forma completamente gratuita, baseados nos descontos para esse efeito que fizeram durante uma vida. As coisas mudaram para pior e já não é bem assim. Os cuidados de saúde não são iguais para todos. Há uns mais iguais que outros.
Enquanto os pais levam uma vida acelerada, tentando amealhar o mais possível com horas a mais dedicadas ao trabalho, deixam os descendentes entregues aos brinquedos tecnológicos de comunicação com todas as fantasias que estes contêm: Televisão, computadores, tabletes, telemóveis e outros entreténs ligados à corrente. Não promovem as relações duradoiras das conversas ao vivo. Passam a estar conectados com relações na maioria dos casos fugazes e à distância, por vezes de prazer intenso, rápido e descartável. As relações passaram a ter um conceito novo imposto pelas redes sociais, o liga/desliga. As amizades serenas deram lugar às frivolidades e à partilha exagerada.
Pouco se veem esses jovens adolescentes! A maioria passa por se isolar conectados ao mundo ou consumindo substâncias para se alienarem e sem saber o que fazer às suas vidas. A escassez de procura de mão-de-obra atirou-os para um beco sem saída. Pensavam que a universidade apontava para um promissor e radioso fim. Mas não, não foi assim. E é por estas e por outras que temos das mais baixas taxas de natalidade. Para quê trazer filhos ao mundo? Para não ter futuro?
Alguns desses jovens lamentam que os pais não os possam pôr a estudar e outros lamentam não terem emprego. Não sabem para onde ir e a sua vida é uma seca, como eles próprios dizem. Uns emigram e outros não. Há os aventureiros ou são obrigados a sê-lo por força das circunstâncias e os que não têm força nem espirito de emigrante, faltando-lhe a coragem para abandonar o aconchego familiar. Esses que ficam sentem cada vez mais o desnivelamento social e desesperam por falta de oportunidades.
Ora com mais ora com menos intensidade, repetem-se constantemente frases feitas e mais que gastas: A justiça é igual para todos. Tremenda mentira. Na justiça cometem-se muitas injustiças. Os juízes já não são o que eram. Há uma diferença muito grande entre a rica pessoa e a pessoa rica! Quem não deve não teme, houve-se amiúde dizer. Cuidado, há muita gente inocente presa! Por vezes a justiça consegue provar o improvável. Num Estado de direito há a presunção de inocência até se provar que é culpado. Também acontece o contrário como num Estado totalitário: És culpado até provares a tua inocência. Há uma promiscuidade gritante entre a justiça e política!
Muitos dos governantes em vez de assegurarem o futuro, roubaram esse futuro aos nossos jovens.
Tenho dito.

Postado às 17:33





ANTI-BENFICA
por Mattusstyle, em 07.04.21

BICAMPEONATO E ANTI-BENFICA
Terça-feira, 19 de Maio de 2015
Após o jogo com o Penafiel na Luz, faltava uma vitória para o Benfica se sagrar campeão da época 2014/2015, melhor dizendo bicampeão.
No início da semana a seguir a este jogo, liguei a um amigo, se no final de semana que se aproximava, gostaria de assistir ao jogo de Guimarães, pois poderia ser o jogo do título.
Os adeptos do Vitória são todos ou quase todos antibenfiquistas primários. Quando se é anti qualquer coisa, é ser fanático ou estar muito próximo de o ser. Toda a gente sabe, que o fanatismo é perigoso, seja ele religioso, partidário ou clubístico. Tolda o raciocínio, deixando de haver lógica nas suas atitudes e opiniões.
É conhecida a sua paixão ao seu clube. São adeptos fervorosos, tornamdo-se por vazes violentos.
Por razões várias, não seria de bom senso entregar-se às feras, que é como quem diz, meter-se em confusões.
Foi assim e por esta razão que o meu amigo declinou o meu convite. Pensando melhor, achei por bem também não ir. E assim caiu por terra uma ideia bem-intencionada.
Já com a decisão bem definida de ficar pela televisão ou computador no tocante ao jogo, chego a sexta-feira. Neste dia, recebo uma chamada de alguém amigo e vitoriano, a oferecer-me um bilhete para o jogo que se realizaria nesse Domingo próximo futuro no estádio D. Afonso Henriques em Guimarães entre o Benfica e o Vitória.
Aceitei claro, era o destino! Eu tinha de ver o jogo! Tinha de ser, e o que tem de ser tem muita força. Há certas coisas das quais não podemos fugir.
No Domingo, dia do jogo, desci para me dirigir ao estádio. Moro muito perto. Estava um lindo dia de sol, talvez um pouco de calor. Embora faltasse cerca de meia hora, lá fui, pois já estava muita gente acumulada em filas para a respetiva entrada.
Fiquei algures numa das bancadas onde só havia adeptos do Vitória rodeado de gente conhecida. Não me manifestei, não dei opiniões, mantive-me caladinho. Defendem o seu clube com unhas e dentes até á irracionalidade. Numa acalorada discussão clubística nunca se sabe o que poderá acontecer. Por isso tive de me abster de dar opiniões - Mantem-te calado, não digas nada. – Disse a mim mesmo. Assim fiz.
O jogo foi chocho e não gostei nada. Depois há diferenças muito grandes entre o espectador de bancada e o espetador de sofá. Ao vivo não vi o fim de muitas jogadas porque o pessoal que estava na minha frente levantava-se tapando-me completamente a visão. Enquanto o espetador de sofá vê a repetição da jogada em câmara lenta, câmara rápida com pormenores e ali não vi nada disto! Foram perdidas simplesmente de vista. Nem câmara lenta, nem rápida, nem câmara oculta, nem câmara municipal, nada de nada. Mas cheguei a uma conclusão: É muito melhor ser espetador de sofá. Mas repito, isto de os jogadores não repetirem as jogadas ao vivo, não é nada! Assim não gosto.
Nos primeiros vinte minutos, aconteceram várias jogadas de perigo junto à baliza do Vitória. A claque que me rodeava, manifestava-se ruidosa e desagradavelmente insultando os jogadores do Benfica com alguns palavrões. Por falar em palavrões, de vez em quando, os adeptos do Guimarães que eram uns milhares largos entoavam cânticos grosseiros insultando a instituição Benfica, distorcendo o cântico do glorioso: SLB, SLB, SLB, filhos da pu… SLB, filhos da pu… SLB. Havia muitas crianças. Isto entoado dentro de um estádio soa muito mal. E mais, aquando de uma falta sobre o Júlio Cesar mais ou menos provocada, entoaram alto e bom som estas palavras: Vai para o car… Júlio Cesar, Júlio Cesar vai para o car… É muito feio e desagradável ouvir tudo isto.
Vi perfeitamente o golo anulado ao Benfica que na minha opinião foi limpo. Estava numa posição privilegiada, bem perto da baliza onde decorreu o respetivo lance. O silêncio foi a minha opção.
O Benfica sofreu um golo em lance perfeitamente igual a este, que foi validado pelo árbitro em Vila do Conde com o Rio Ave, que lhe valeu a derrota, permitindo a aproximação na classificação do rival nortenho.
Por acaso não foi necessário ganhar este jogo, porque o Porto deu uma ajudinha no estádio do Restelo. Aliás, o Senhor Lopetegui já se autoelogiou dando os parabéns a todos que ajudaram o Benfica a ser campeão. Ele foi um deles. Não ajudou apenas pelo que jogou contra o Belenenses, mas também pela rotatividade logo nos primeiros jogos do campeonato, porque não aproveitou os deslises do Benfica e também porque nos jogos e momentos chave, falhou. O resto são tretas baratas e só demonstra mau perder.
O campeonato português não foi no início preocupação do treinador do FCP. Penso que apenas no fim quando lhe fizeram perceber as rivalidades. A sua preocupação foi conseguir projeção internacional fazendo boa campanha na champions, que de certa maneira conseguiu. Portugal e o futebol português foram para ele coisa menor. Foi arrogante e não respeitou ninguém. A sua missão era conseguir o salto além-fronteiras portuguesas. Esqueceu-se de um pormenor. Esqueceu-se que o Benfica é um clube global e a conquista do título foi festejada em todos os continentes. Ora o fracasso do Porto e do seu treinador teve a mesma dimensão. Porque na verdade o sucesso de um está inevitavelmente ligado ao fracasso do outro.
O meu espanto aconteceu quando a certa altura do jogo, este estava mastigado a meio campo sem nada de anormal a acontecer, surge uma onda de entusiasmo, com aplausos e palmas que me deixou atónito, pois nada estava a acontecer. Perguntei a uma jovem do lado o porquê daquela euforia. Respondeu-me que o Porto acabava de marcar no Restelo e dizia-me isto com um entusiasmo esfusiante. Não fiz qualquer comentário e apercebi-me ao vivi e a cores do anti Benfica verberado com ódio por todas aquelas gargantas a tudo que é vermelho. Tentei compreender o porquê daquele ódio ao Benfica e da simpatia pelo Porto mas não encontrei resposta. Fiz um esforço e encontrei alguma explicação, que poderá estar certa ou não. Vem de longe as rivalidades entre Guimarães e Braga, que desde sempre disputaram os investimentos e não só para as suas regiões. Estas disputas passaram para o futebol. Os dérbis são sempre muito intensos e acalorados com entusiasmos no interior e fora dos relvados. O Braga equipa de vermelho, talvez daí o ódio dos vimaranenses a tudo que é vermelho. É isto que eu penso.
Do lado oposto onde me encontrava, era a bancada dos adeptos benfiquistas. Não pararam de incentivar a equipa, mas também não gostei de algumas coisas que lá aconteceram. Fizeram, uma fogueira na bancada, atiraram tochas a arder para o relvado. Claro que isto vai ter consequências, nem que sejam multas pesadas ao seu clube. Para quê? Apesar de tudo durante o jogo as coisas nem correram muito mal.
Por causa do calor que me incomodava, e também devido ao ambiente hostil há minha volta, resolvi sair cinco minutos antes do joga acabar. Também para evitar a confusão e os apertos à saída.
Já cá fora, soube que o jogo do Porto tinha terminado empatado. Por comentários de alguém que passava fiquei a saber que o Benfica poderia ser campeão se terminasse 0-0 como estava e que acabou por acontecer.
À noite vi em algumas televisões os comentários das sumidades convidadas que falam sobre o futebol. Comentários floridos, com toques de classe. Os oradores imbuídos duma sabedoria teórica, debitam um rendilhado de palavras caras, chavões e outras que tais, falando de técnica e tática do jogo. Estudaram bem a lição para irem para o programa vender o melhor possível o seu peixe. Pudera, estão a ganhar o seu! Nem parecia que falavam do mesmo jogo a que assisti.
Vi na televisão os festejos em várias estações. Vi o Lopetegui cair de joelhos no Restelo, como aconteceu ao Jorge Jesus no Dragão. O Manuel Serrão gozou forte e feio com o Jesus aquando desta situação. Não venham agora dizer que são casos diferentes. Até são mas no fundo vão dar ao mesmo. Nunca se perde pela demora e devia receber o troco. Infelizmente também vi as imagens do adepto do Benfica a ser agredido de forma gratuita, bárbara e violentamente, assim como os desacatos no Marquês. No primeiro caso, há policias assim. Não sabem respeitar a farda que vestem e sentem-se poderosos perante os indefesos. Também são jogos de risco que provocam muito stress. Há polícias e polícias. Os que sabem lidar melhor ou pior com a pressão. Quem sabe se não é mais um anti Benfica? Um polícia disse-me um dia que perante o juiz, é a palavra de um contra a do outro. O Juiz dá sempre razão ao agente. Até um dia… Este caso seria mais um igual a tantos outros, só que o polícia não estava com sorte nenhuma. Há as imagens que não deixam ninguém mentir. Não há palavras de uns contra as de outros que juiz o salve, e uma imagem vale mais que mil palavras. Tinha de estar ali a câmara de CMTV! Que “puto” de azar, deve estar a lamentar-se o agressor! Mas chamemos as coisas pelos nomes. Foi um abuso de autoridade injustificável isso foi.
Há uma coisa que temos de lembrar e realçar. A atitude dos colegas do agressor a protegerem a criança para não ver o espetáculo deprimente que estava a acontecer à frente dos seus olhos. Aquele polícia protegeu o menino que pretendia defender o pai, com aquele capacete que mais parecia ter saído de um filme de ficção! Isto sim é de aplaudir. Não sei se aconteceu, mas eu não vi em órgão de comunicação algum, um pedido de desculpas aquela família! Vamos admitir que o agente tenha razão se o homem realmente o insultou ou cuspiu, mas perdeu essa razão pela forma brutal como agiu.
Mas é triste estas coisas acontecerem. A criança que viu o pai e o avô serem agredidos brutalmente por agente que supostamente estava ali para os proteger, viveu momentos de terror que até fez xixi pelas pernas abaixo. Além do terror também sofreu aquela humilhação.
A crise está a deixar muita gente nervosa e frustrada que vão para o futebol descarregar as suas neuras.
Os roubos e saques em Guimarães poderão ter sido coisa inventada. Vândalos vestidos com camisolas do Benfica que se aproveitaram da situação para consumarem a pilhagem.
Nessa noite deitei-me tarde e não descansei o suficiente. No the day after andei tal como tinha sido o jogo, chocho. Tinha dormido pouco e isso compreende-se.
Desculpem qualquer coisinha.

Postado às 17:33





FANATISMO
por Mattusstyle, em 07.04.21

O fanatismo é a paixão dos fanáticos, isto é, aquelas pessoas que defendem com força e muita garra e de forma desmedida as suas crenças, os seus clubes ou as suas opiniões. Os fanáticos, adeptos, seguidores ou simplesmente fãs, também são aqueles que se entusiasmam, se preocupam ou se importam cegamente com algo.
O fanatismo constitui uma adesão e forte entrega incondicional a uma causa. Essa cegueira que causa a paixão leva os fanáticos a comportarem-se, em certas ocasiões, de forma irracional e quase sempre violenta. Os fanáticos estão sempre convencidos de que as suas ideias são as melhores e as únicas válidas e verdadeiras, pelo que menosprezam as opiniões e ideias dos outros.
Tolda o raciocínio, e a falta da racionalidade pode chegar a tal extremo que, por fanatismo, uma pessoa é capaz de matar outra, só porque não concorda com a sua forma de pensar. Quando o fanatismo chega ao poder político, e mais propriamente aos governantes, tende a desenvolver todo um sistema para a imposição das suas crenças, manipulando a informação, castigando os opositores com pena de prisão ou, inclusive, com condenação à morte.
4 O fanatismo pode ocorrer em diferentes aspetos da vida e em qualquer dos extratos da sociedade. Há fanáticos de clubes de futebol (“Sou fanático do Benfica, não perco nenhum jogo nem por nada”), (“Sou fanático do Porto e anti todos os outros”) ou de cantores e grupos musicais (“O fanatismo que sinto por aquele artista é tal que escapei da escola só para ir comprar os bilhetes para o concerto”), (“Falto ao trabalha só para ver todos os concertos daquela artista”) por exemplo.
O fanatismo também aparece na religião, onde as pessoas não só acreditam que as suas crenças são as únicas válidas, como também perseguem e castigam quem não crê/acredita no mesmo que elas. A Inquisição e as Cruzadas de tempos passados, as guerras religiosas nas Irlandas assim como o atual fanatismo religioso do médio Oriente.
A psicologia afirma que o fanatismo surge a partir da necessidade de segurança que sentem as pessoas que são precisamente inseguras. Trata-se de uma espécie de compensação perante um sentimento de inferioridade. Pessoas que de uma forma ou de outra foram ou sentiram-se humilhadas, que se juntam a grupos, seitas ou movimentos radicais, para aí sentir a força interior que sozinhos não conseguiam ter. São implacáveis para com aqueles que não fazem parte dos seus grupos e acham-se donos do mundo perante os indefesos.
(Fonte de ajuda – Net)

Postado às 17:33


Yesme

foto do autor
Clique




Definição



Telele



Talala



Computa lá por casa



Computa por todo a lado



Polícia



Político



Futuro adiado



Anti-Bemfica



Fanatismo


O FANATISMO VISTO PELOS PENSADORES ________________________________________

Friedrich Nietzsche
O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.
________________________________________

Winston Churchill
Fanático é o sujeito que não muda de ideia e não pode mudar de assunto.
________________________________________

Oliver Holmes
A mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais se irá contrair.
________________________________________

Denis Diderot
Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo.
________________________________________

Alain
Não querer associar-se senão com aqueles que aprovamos em tudo é uma quimera, é mesmo uma espécie de fanatismo.
________________________________________

George Santayana
O fanatismo consiste em intensificar os nossos esforços depois de termos esquecido o nosso alvo.
________________________________________

Gustave Flaubert
Não se faz nada de grande sem fanatismo
________________________________________

Michel de Montaigne
Afinal de contas, atribui-se preço bem alto às suas conjeturas quando se cozinha um homem vivo por causa delas.
________________________________________